Empresárias, gestoras e lideranças femininas do Tocantins participam, nesta terça-feira, 10, de uma agenda especial promovida pelo Sebrae Tocantins. A programação, que terá como destaque a presença da educadora e escritora Cíntia Chagas, coloca no centro do debate temas como liderança, comunicação e posicionamento feminino no mundo dos negócios. O evento será realizado em Paraíso do Tocantins, a partir das 14 horas, e em Palmas, a partir das 19 horas.
A proposta é reunir mulheres que ocupam, ou buscam ocupar, espaços de decisão para discutir como a forma de se comunicar pode impactar diretamente a construção de autoridade e credibilidade no ambiente profissional. Em um cenário em que a presença feminina avança no empreendedorismo, especialistas apontam que o reconhecimento dessa liderança ainda esbarra em barreiras históricas, que vão do acesso a redes de influência à legitimidade nos espaços de poder.
Conforme dados do Sebrae Tocantins, mais de 40% das empresas do Estado estão sob liderança feminina. O número evidencia o crescimento do protagonismo das mulheres na geração de renda e na condução de negócios no Tocantins. Ainda assim, especialistas em empreendedorismo feminino destacam que ampliar esse espaço exige mais do que abrir empresas, mas também fortalecer a presença feminina em ambientes de negociação, gestão e tomada de decisão.
Conhecida nacionalmente pelo trabalho na área da linguagem, Cíntia Chagas deve abordar durante os encontros como a comunicação influencia a forma como lideranças são percebidas no ambiente corporativo. A palestra propõe discutir clareza na expressão, postura profissional e construção de autoridade, elementos, que segundo ela, são determinantes para quem lidera equipes, negocia projetos ou representa seus negócios.
Para a gerente do Sebrae Tocantins, Renata Moura, iniciativas direcionadas ao empreendedorismo feminino precisam ir além do incentivo à abertura de empresas e alcançar também dimensões simbólicas e estruturais da liderança. Segundo ela, embora as mulheres avancem de forma consistente na criação e gestão de negócios, ainda enfrentam barreiras relacionadas à construção de autoridade, à visibilidade no ambiente empresarial e ao acesso a redes estratégicas de relacionamento. “Quando falamos de empreendedorismo feminino, não estamos tratando apenas de abrir ou manter uma empresa. Estamos falando de confiança, de posicionamento e de como as mulheres se reconhecem e são reconhecidas como lideranças dentro dos próprios negócios”, afirma. Para a gerente, ampliar espaços de formação e diálogo contribui para fortalecer a presença feminina em ambientes de decisão e consolidar trajetórias empresariais mais sustentáveis.
Além da palestra, a agenda também cria um espaço de troca entre empresárias de diferentes setores da economia. A expectativa é que o encontro funcione também como uma rede de apoio e articulação entre mulheres que compartilham desafios semelhantes, da gestão cotidiana das empresas à busca por mais presença em ambientes tradicionalmente dominados por homens.

