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Sebrae Tocantins conecta territórios e negócios na ABAV Expo 2026

Feira teve início nesta quarta-feira, 30, em São Paulo, com experiências do Jalapão, Rota Quilombola, Serras e Lago e turismo religioso de Porto Nacional
Por Luana Fernanda
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Um destino turístico começa no território, mas ganha escala quando encontra caminhos para chegar ao viajante. Essa conexão orienta a participação do Sebrae Tocantins na ABAV Expo 2026, que teve início nesta quarta-feira, 30, no Expo Center Norte, em São Paulo. Até sexta-feira, 2 de outubro, diferentes experiências do Estado ocupam a feira em um encontro com agentes de viagens, operadoras e profissionais do setor.

Jalapão, Rota Quilombola, Serras e Lago e o turismo religioso de Porto Nacional compõem essa presença. São experiências construídas a partir de paisagens, história, cultura, fé e modos de vida distintos, mas ligadas por uma mesma cadeia econômica. Cada visitante que chega a um destino aciona pousadas, restaurantes, guias, agências, transportadores, artesãos e uma série de pequenos negócios que dão forma à experiência turística.

É nessa relação entre território e mercado que o Sebrae Tocantins concentra sua atuação na ABAV. A feira permite aproximar os destinos de quem planeja, organiza e comercializa viagens e, ao mesmo tempo, inserir os pequenos negócios locais nas discussões sobre novos produtos e possibilidades para o turismo brasileiro.

Para o gerente do Sebrae Tocantins, Bruno Viera, a diversidade permite ao Estado ocupar diferentes espaços no mercado turístico sem reduzir sua identidade a um único destino.

“O Tocantins tem experiências muito particulares. Temos a força da natureza, comunidades que preservam seus saberes, cidades com patrimônio histórico e uma tradição religiosa que também mobiliza visitantes. Na ABAV, conseguimos apresentar essa diversidade a quem transforma experiências em roteiros e conecta os destinos ao público”, afirma.

No Jalapão, a paisagem que projetou o Tocantins nacionalmente também sustenta uma rede de empreendedores. Fervedouros, dunas, cachoeiras e o Cerrado fazem parte de uma experiência que depende de hospedagem, alimentação, transporte, condução turística e serviços locais.

A Rota Quilombola acrescenta outra leitura do território. Comunidades como Mumbuca, Prata e Rio Novo colocam memória, ancestralidade, artesanato, gastronomia e saberes tradicionais no centro da experiência. Nesse contexto, o turismo estabelece uma relação direta entre preservação cultural e geração de renda dentro das próprias comunidades.

Serras e Lago apresenta outro recorte do Tocantins, com experiências associadas às serras, cachoeiras, praias de água doce, patrimônio histórico e ao Lago de Palmas. A diversidade permite construir roteiros que combinam natureza, cultura, gastronomia e diferentes municípios em uma mesma viagem.

Porto Nacional acrescenta a fé a esse mapa. O patrimônio histórico e religioso da cidade ajuda a contar parte da formação cultural do Tocantins e sustenta uma vertente do turismo que encontra na tradição, na arquitetura e nas manifestações religiosas seus principais elementos.

Para Bruno Viera, apresentar esses territórios em uma feira de alcance nacional também significa olhar para o que acontece depois que o turista escolhe o Tocantins.

“O turismo precisa gerar resultado no lugar onde acontece. Quando o visitante permanece mais tempo, consome produtos locais, contrata serviços e conhece outras experiências, o recurso circula dentro do território. É aí que o pequeno negócio assume um papel central e é essa economia que o Sebrae busca fortalecer”, destaca.

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